


{"id":263,"date":"2021-12-21T11:49:31","date_gmt":"2021-12-21T14:49:31","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaambiental.org\/?p=263"},"modified":"2021-12-21T15:47:26","modified_gmt":"2021-12-21T18:47:26","slug":"espacos-de-lazer-e-cultura-na-mare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/espacos-de-lazer-e-cultura-na-mare\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7os de lazer e cultura na Mar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><em>Os espa\u00e7os verdes na Mar\u00e9 potencializaram as possibilidades do meu corpo, minha articula\u00e7\u00e3o com ele, o territ\u00f3rio e a arte. Compartilho uma mem\u00f3ria que fala de algumas \u00e1reas que n\u00e3o existem mais que estavam ligadas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de bem viver e de produzir arte.<\/em><\/p>\n<p>Na minha inf\u00e2ncia eu tinha alguns espa\u00e7os que me permitiram ser expressiva, movimentar meu corpo, exercitar minha arte e desenvolver minha imagina\u00e7\u00e3o. Neles eu tinha a liberdade de me movimentar, de correr, gritar e de ser livre. Estes espa\u00e7os contribu\u00edram para o despertar de um desejo art\u00edstico que me move at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Neste lugar tinha bastante \u00e1rvores, adultos e muitas crian\u00e7as correndo para todos os lados. Era um espa\u00e7o que a gente conseguia dan\u00e7ar, fazer pe\u00e7as, rodas de conversa etc..ter um espa\u00e7o onde corpos possam falar livremente \u00e9 extremamente importante para forma\u00e7\u00e3o de uma pessoa,est\u00e1 ocupando esse lugar foi alimentando um desejo de fazer coisas com meu corpo, de fazer pol\u00edtica com este corpo marginalizado,escravizado,julgado,usado e adjetivado. Foi assim que descobri o quanto aquele lugar era impactante na minha forma\u00e7\u00e3o como pessoa e como artista (pensando na minha adolesc\u00eancia).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um espa\u00e7o grande e a c\u00e9u aberto, ainda tinha muitas \u00e1rvores por todo lugar, que tornava tudo mais fresco, com muita Neste lugar tinha bastante \u00e1rvores, adultos e muitas crian\u00e7as correndo para todos os lados. Era um espa\u00e7o que a gente conseguia dan\u00e7ar, fazer pe\u00e7as, rodas de conversa etc..ter um espa\u00e7o onde corpos possam falar livremente \u00e9 extremamente importante para forma\u00e7\u00e3o de uma pessoa, est\u00e1 ocupando esse lugar foi alimentando um desejo de fazer coisas com meu corpo, de fazer pol\u00edtica com este corpo marginalizado, escravizado, julgado, usado e adjetivado. Foi assim que descobri o quanto aquele lugar era impactante na minha forma\u00e7\u00e3o como pessoa e como artista (pensando na minha adolesc\u00eancia).<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e foi a pessoa mais importante neste processo, pois ela me apresentou este lugar m\u00e1gico. Ainda trago na minha mem\u00f3ria todas as crian\u00e7as que cresceram e brincaram comigo naquele lugar.<\/p>\n<p>Este lugar m\u00e1gico que tanto falo se chama Salsa e Merengue, um dos territ\u00f3rios das 16 favelas do complexo da Mar\u00e9, uma grande Mar\u00e9 com maravilhosos 140 mil habitantes.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os espa\u00e7os verdes na Mar\u00e9 potencializaram as possibilidades do meu corpo, minha articula\u00e7\u00e3o com ele, o territ\u00f3rio e a arte. Compartilho uma mem\u00f3ria que fala de algumas \u00e1reas que n\u00e3o existem mais que estavam ligadas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de bem viver e de produzir arte. 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