


{"id":257,"date":"2021-12-21T11:50:37","date_gmt":"2021-12-21T14:50:37","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaambiental.org\/?p=257"},"modified":"2021-12-21T12:10:21","modified_gmt":"2021-12-21T15:10:21","slug":"a-memoria-para-pensar-o-auto-cuidado-atraves-do-cultivo-das-plantas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/a-memoria-para-pensar-o-auto-cuidado-atraves-do-cultivo-das-plantas\/","title":{"rendered":"A mem\u00f3ria para pensar o auto cuidado atrav\u00e9s do cultivo das plantas"},"content":{"rendered":"<p>Autor: <strong>Jorge Magnun <\/strong><\/p>\n<p><em>Na pandemia do COVID-19, por conta do isolamento social, as pessoas tiveram que olhar mais para si, conviver com o seu pr\u00f3prio eu. Nesse per\u00edodo, nos demos conta da falta de cuidado que temos com o nosso corpo e psicol\u00f3gico. Nesta fase, as plantas me ajudaram. Tive ent\u00e3o a vontade de entender melhor a origem da minha liga\u00e7\u00e3o com a natureza e de onde vem o prisma de enxergar esse contato como algo intrinsecamente importante para a minha sa\u00fade mental.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-258\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.04.jpeg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.04.jpeg 667w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.04-156x300.jpeg 156w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.04-534x1024.jpeg 534w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.04-6x12.jpeg 6w\" sizes=\"auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/p>\n<p>Lembro quando come\u00e7ou a pandemia e que nos primeiros dias de restri\u00e7\u00f5es necessitei me afastar do meu filho de forma abrupta, ele foi para S\u00e3o Paulo passar esse tempo na casa da av\u00f3 Dany, o que gerou muitas sequelas. As duas semanas planejadas se transformaram em seis longos meses de afastamento.<\/p>\n<p>Durante todo esse tempo s\u00f3 conseguia v\u00ea-lo por fotos e v\u00eddeos, o que acalentava o meu cora\u00e7\u00e3o, mas deixava ao mesmo tempo um sentimento duro de aperto. N\u00e3o sabia se o veria novamente. O medo da morte, de contrair o v\u00edrus e ser acometido pela doen\u00e7a era gigantesco. As plantas nesse processo foram o pilar para me ajudar a passar por este momento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse per\u00edodo extenso de dist\u00e2ncia, o meu filho retornou ao Rio de Janeiro e voltou a conviver comigo. Dias depois eu testei positivo para COVID-19 e soube o resultado, justamente, quando estava regando as plantas com ele. Fiquei muito triste no momento e tive outra ruptura com ele. Precisei cortar os la\u00e7os depois de vivenciarmos um dia t\u00e3o agrad\u00e1vel. Me isolei por 14 dias.<\/p>\n<p>Lembro-me do sentimento dele vir ao meu port\u00e3o e sorrir de longe, pois n\u00e3o pod\u00edamos ter contato. A sensa\u00e7\u00e3o mais estranha e vazia que j\u00e1 passei na vida foi ver o olhar t\u00e3o puro de saudade com aquele sorriso dele que n\u00e3o podia terminar com um abra\u00e7o. Isso machucou demais meu cora\u00e7\u00e3o. As plantas e meu contato com a natureza foram fundamentais nesse processo e os ensinamentos de resili\u00eancia das minhas gera\u00e7\u00f5es anteriores colaboraram para enfrentar mais uma batalha.<\/p>\n<div style=\"width: 480px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-257-1\" width=\"480\" height=\"920\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Video-2020-10-20-at-12.19.14.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Video-2020-10-20-at-12.19.14.mp4\">https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Video-2020-10-20-at-12.19.14.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p>Segundo a minha m\u00e3e Ellen Santos at\u00e9 os meus dois anos de idade morei com ela em S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, zona norte do Rio, na casa de uma tia dela. Era um lugar bastante arborizado com muitos animais e no meio do mato. Minha m\u00e3e por motivos de trabalho necessitou me deixar aos 02 anos de idade com o meu pai Jorge Martins, que morava com a minha av\u00f3 e as minhas tias na Penha, zona norte do Rio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-260\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-27-at-08.54.11.jpeg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-27-at-08.54.11.jpeg 720w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-27-at-08.54.11-169x300.jpeg 169w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-27-at-08.54.11-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-27-at-08.54.11-7x12.jpeg 7w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p>Pelo que parece, este foi meu segundo contato com a natureza. Tanto que quando eu recebi a foto do meu filho, durante essa pandemia, brincando no s\u00edtio da av\u00f3 dele, senti como se eu j\u00e1 tivesse vivido aquele momento. Conversando com a minha m\u00e3e, ela me contou um pouco desse processo. Eu tamb\u00e9m brincava no meio do mato na casa da tia dela. L\u00e1 era grande e eu corria o dia inteiro, brincava com os animais e tinha muito contato com as plantas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse per\u00edodo, vivi at\u00e9 a minha adolesc\u00eancia estudando na Rua do Couto a mesma rua que mor\u00e1vamos inclusive, viv\u00edamos em uma casa grande com muitas pessoas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-261\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.01.jpeg\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"1032\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.01.jpeg 477w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.01-139x300.jpeg 139w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.01-473x1024.jpeg 473w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-23-at-20.02.01-6x12.jpeg 6w\" sizes=\"auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px\" \/><\/p>\n<p>Foi fundamental esse cuidado aprendido no passado com as mulheres da minha fam\u00edlia, que estiveram comigo em todo o meu processo de forma\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A minha av\u00f3 Dona Sebastiana cultivava um jardim enorme que rodeava a casa inteira. A rotina dela todo dia era acordar bem cedo e ir regar as plantas, realizar as suas ora\u00e7\u00f5es no quartinho de santo dela e depois recolher algumas ervas. Acabei entendendo a natureza a partir das ervas, dos banhos e dos ch\u00e1s. Minha av\u00f3 sempre foi umbandista, religi\u00e3o herdada em nossa fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Por assistir o movimento de Dona Sebastiana todas as manh\u00e3s, aprendi a ser mais sens\u00edvel a esse contato com o natural. Al\u00e9m do amor que empenhava nos seus rituais, nossa fam\u00edlia tinha uma din\u00e2mica que quando se preparava um banho de ervas todos necessitavam tomar, da pessoa mais nova que era minha prima crian\u00e7a at\u00e9 a minha av\u00f3. E isso tamb\u00e9m se mantinha no preparo de um ch\u00e1. Minha av\u00f3 esperava o \u00faltimo chegar do trabalho para ent\u00e3o tomar o seu.<\/p>\n<p>Passamos por uma forte ruptura quando necessitamos sair daquela casa na Penha e ir morar em um apartamento no mesmo bairro s\u00f3 que em uma rua diferente. Minha av\u00f3 teve que deixar aquele jardim para tr\u00e1s. Levamos somente algumas plantas e deixamos os animais. Meus cachorros, os dois que eu criava, alimentava, dava banho, limpava \u00e1rea deles todos os dias tamb\u00e9m ficaram.<\/p>\n<p>Nesse processo de mudan\u00e7a o contato com a natureza se perdeu um pouco, al\u00e9m de percebemos que era um pr\u00e9dio antigo com fam\u00edlias conservadoras e extremamente racistas que n\u00e3o aceitavam uma fam\u00edlia preta morar em seu pr\u00e9dio. Sofremos racismo com as paredes das casas pichadas pelo lado de fora, com dizeres do tipo \u201cSaiam daqui seus macacos\u201d, \u201cVoltem para \u00c1frica\u201d. Por um bom tempo eu bloqueei essa mem\u00f3ria. S\u00f3 fui falar sobre os acontecimentos anos depois sabendo da import\u00e2ncia de revelar traumas para cuid\u00e1-los e ajudar outras pessoas que passam ou vivem a mesma situa\u00e7\u00e3o. Essa exposi\u00e7\u00e3o se materializou em poesias.<\/p>\n<p><strong>Miscigena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Precisamos falar algumas verdades deste pa\u00eds da dita miscigena\u00e7\u00e3o.<br \/>\nBrasil! Pa\u00eds forjado na coloniza\u00e7\u00e3o do homem branco que nos imp\u00f4s a escraviza\u00e7\u00e3o do corpo,<br \/>\nmas n\u00e3o da alma dos nossos irm\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em>De um povo preto que era rei em sua terra e livre para viver sem as correntes dessa pris\u00e3o.<br \/>\nAs algemas, a berlinda, o cepo, o a\u00e7oite e o tronco, instrumentos herdados e adaptados dos<br \/>\ntribunais da inquisi\u00e7\u00e3o, s\u00f3 nos serviram para alimentar o fogo da nossa liberta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Que queimou em Palmares, Ambr\u00f3sio e Carucango e s\u00e3o chamas vivas at\u00e9 hoje nas favelas<br \/>\ndo nosso pov\u00e3o, criadas pela nossa engenharia de auto constru\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o pautada pela autogest\u00e3o.<\/p>\n<p>E o que dizer de Ganga Zumba, Zumbi dos Palmares, Carukango, Rainha Teresa e Dandara<br \/>\nl\u00edderes da nossa luta pela emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E ENT\u00c3O VEM A HIST\u00d3RIA NOS DIZER COMO FOI NOSSA LIBERTA\u00c7\u00c3O?<\/p>\n<p><em>Hist\u00f3ria contada pela mentira da escola, e n\u00e3o pela favela e sob a \u00f3tica da nossa vers\u00e3o.<br \/>\nQuem foi Isabel? Ah uma princesa que nem de longe representa nossos pretos<br \/>\nque com suor e muito sangue lutaram pela nossa aboli\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Essa luta que at\u00e9 hoje infelizmente n\u00e3o nos livrou das amarras dessa opress\u00e3o, j\u00e1 que<br \/>\no racismo \u00e9 estrutural e atinge uma grande parcela preta da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para os pretos n\u00e3o saber de nossa verdadeira hist\u00f3ria, s\u00f3 nos gerou m\u00e1scaras brancas dentro<br \/>\nda di\u00e1spora negra com requintes de ilus\u00e3o, assim como dizia Fanon.<br \/>\nQuem \u00e9 a empregada de hoje? A arrumadeira? A lavadeira? A servi\u00e7al?<br \/>\nSe n\u00e3o a preta que h\u00e1 s\u00e9culos atr\u00e1s trabalhava na casa grande e se aliviava pela sua submiss\u00e3o,<br \/>\nj\u00e1 que para ela essa era a \u00fanica sa\u00edda para tentar se ver livre da viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Que viva! O Candombl\u00e9, Umbanda, Quimbanda, Batuque e todos os nossos orix\u00e1s,<br \/>\nn\u00e3o precisamos dos brancos ditando a nossa ora\u00e7\u00e3o em ancestralidade,<br \/>\npois temos a nossa pr\u00f3pria religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Pois bem voltando a miscigena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Teorizada por Darcy Ribeiro no mito da modernidade,<br \/>\nque mais serve para embranquecer do que enegrecer a discuss\u00e3o.<br \/>\nJ\u00e1 que o moreno n\u00e3o se encaixa culturalmente em nenhuma classifica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>E por fim \u00e9 interessante passar essa vis\u00e3o,<br \/>\nalgu\u00e9m a\u00ed avisa pros brancos que o seu status de branquitude para o povo preto s\u00f3 nos serviu para a criminaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pois n\u00e3o \u00e9 atoa que a carne mais barata do mercado \u00e9 a nossa,<br \/>\nque vive morrendo nos becos e vielas desta na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tentando apenas ser e viver como mais um cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Autor: Jorge Magnun Santos Martins &#8211; RJ<\/strong><\/p>\n<p>Depois deste per\u00edodo, aos 13 anos, fui morar na Mar\u00e9 com minha m\u00e3e, meu padrasto e meus irm\u00e3os que eram filhos dele. O marido de minha m\u00e3e se chamava Abdias do Nascimento e veio do Cear\u00e1 aos 20 anos. Para n\u00e3o esquecer a sua terra, mantinha uma planta\u00e7\u00e3o pequena onde cuidava de animais, colocava \u00e1gua num recipiente pendurado no cano para os beija-flores beberem e ficava admirando tudo isso. O quintal que eu cuido hoje, no Morro do Timbau, \u00e9 heran\u00e7a que ele deixou quando faleceu.<\/p>\n<p>Como pai do Cau\u00ea, tento trocar com o meu filho um ensinamento que obtive desde muito pequeno e que remonta toda uma heran\u00e7a de vida que se entrela\u00e7a com a ancestralidade, o autocuidado com corpo e a mente. A partir da minha hist\u00f3ria, consigo compreender o quanto \u00e9 importante esse movimento para a vida dele, de se constituir como um ser humano parte do natural e n\u00e3o superior a ele. Al\u00e9m de compreender que a sa\u00fade mental, no contexto de uma sociedade doentia, \u00e9 preciso ser fortificada com a volta \u00e0s ra\u00edzes mesmo que no meio urbano.<\/p>\n<p>O h\u00e1bito de ter plantas em casa, esse querer estar rodeado por verde, o cuidado com a terra seja com por conta da beleza ou at\u00e9 mesmo para recursos medicinais tr\u00e1s muito uma tradi\u00e7\u00e3o ancestral. Dentro da Mar\u00e9, segundo o Censo realizado pela Redes de Desenvolvimento da Mar\u00e9, existem 12.411 mil pessoas que mant\u00eam \u00e1reas verdes em casa.<br \/>\nEsse movimento, onde moradores se tornam respons\u00e1veis por nosso pr\u00f3prio ambiente sadio, representa um vi\u00e9s do pr\u00f3prio quilombo que resiste por si s\u00f3 gra\u00e7as \u00e0 luta dos seus. Mas n\u00e3o devemos deixar de pontuar que existe um esquecimento do poder p\u00fablico que n\u00e3o impulsiona espa\u00e7os verdes dentro do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Desses dados acima, \u00e9 importante ressaltar em minha pesquisa o quantitativo de pessoas que tem esse plantio voltado as quest\u00f5es medicinais, alimenta\u00e7\u00e3o e religi\u00e3o, tr\u00eas pontos que me encaixo e, principalmente, o primeiro por usar muitas ervas para ch\u00e1 e banhos.<\/p>\n<p>Eu resido no Morro do Timbau e segundo esses dados, 5,3% das pessoas v\u00eam cultivando as plantas por quest\u00f5es medicinais, 1% se relaciona a alimento e outros 1% \u00e0 religi\u00e3o. \u00c9 extremamente interessante observar o quanto o cultivo, mesmo com todas as quest\u00f5es geogr\u00e1ficas de dificuldades de manuten\u00e7\u00e3o, ocorre para uma parcela da popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A resili\u00eancia da Terra, que corresponde com a capacidade que a natureza tem de responder a uma situa\u00e7\u00e3o de impacto ambiental ou perturba\u00e7\u00e3o e se recuperar, se relaciona muito com o momento que estamos passando. Vejo a pandemia, um momento t\u00e3o ca\u00f3tico, como uma \u201coportunidade\u201d de me conectar ainda mais com a minha ancestralidade, com meu filho, minha hist\u00f3ria e o saber natural.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Jorge Magnun Na pandemia do COVID-19, por conta do isolamento social, as pessoas tiveram que olhar mais para si, conviver com o seu pr\u00f3prio eu. Nesse per\u00edodo, nos demos conta da falta de cuidado que temos com o nosso corpo e psicol\u00f3gico. Nesta fase, as plantas me ajudaram. 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