


{"id":247,"date":"2021-12-21T11:51:13","date_gmt":"2021-12-21T14:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaambiental.org\/?p=247"},"modified":"2022-02-03T12:34:16","modified_gmt":"2022-02-03T15:34:16","slug":"evidenciando-a-memoria-da-mclare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/evidenciando-a-memoria-da-mclare\/","title":{"rendered":"Evidenciando a mem\u00f3ria da MCLARE"},"content":{"rendered":"<p>Autora: Isabelle Rosendo<\/p>\n<p><em>Por cerca de 25 anos, mais de 40 fam\u00edlias viveram em uma antiga instala\u00e7\u00e3o de um estaleiro desativado ap\u00f3s o aterramento do local. No come\u00e7o, o territ\u00f3rio abandonado foi ocupado por 15 fam\u00edlias, que constru\u00edram seus lares de maneira improvisada dando in\u00edcio a regi\u00e3o que o Complexo da Mar\u00e9 conheceu como Mclaren. Com o passar dos anos o n\u00famero de fam\u00edlias no territ\u00f3rio se ampliou e a Mclaren existiu sem recursos b\u00e1sicos, como \u00e1gua e luz el\u00e9trica. Em 2019, os moradores tiveram seus barracos removidos. <\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-248\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.46-240x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.46-240x300.jpeg 240w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.46-10x12.jpeg 10w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.46.jpeg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>A Mclaren fazia parte do Complexo da Mar\u00e9, n\u00e3o como uma das 16 favelas do Complexo, mas como uma regi\u00e3o entre a Vila do Pinheiro, Morro do Timbau e embaixo da ponte da via expressa Linha Amarela, umas das principais vias de acesso da cidade do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo que a hist\u00f3ria da McLaren foi marcada pela invisibiliza\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria Mar\u00e9, sua localiza\u00e7\u00e3o ao lado da linha amarela fazia com que ela fosse um retrato da favela para quem passava por l\u00e1.<\/p>\n<p>Era um territ\u00f3rio ocupado por casas de madeira e papel\u00e3o, bem pr\u00f3ximas umas \u00e0s outras. Cada barraco possu\u00eda diversas cores, por serem feitos de materiais diferentes, mesmo que apagadas e desgastadas pelo tempo. Algumas casas tinham portas, outras apenas uma cortina fechando a entrada. O ch\u00e3o parecia ser \u00famido e ter sempre vest\u00edgios de terra. A Mclaren se situava ao lado de um val\u00e3o, que separava a comunidade e a ciclovia da Vila do Pinheiro, ligadas por uma pequena ponte de madeira. Me recordo da presen\u00e7a de lixo pr\u00f3ximo \u00e0s casas e da falta de luzes, que deixava o local bem apagado durante a noite.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-249\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.47-1-300x199.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.47-1-300x199.jpeg 300w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.47-1-18x12.jpeg 18w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.47-1.jpeg 680w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-250\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.46-1-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.46-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.46-1-16x12.jpeg 16w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.20.46-1.jpeg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Eu, Isabelle, sou cria da Mar\u00e9 e \u00e0 McLaren faz parte do local em que nasci e sempre transitei. Quando lembro desses trajetos, a tristeza, ang\u00fastia e incapacidade por n\u00e3o poder fazer nada pelos moradores s\u00e3o sentimentos que nunca v\u00e3o se apagar. A precariedade da McLaren me fazia ver e entender que existe desigualdade at\u00e9 mesmo dentro da Mar\u00e9.<\/p>\n<p>H\u00e1 menos de 10 minutos daquele espa\u00e7o, eu tinha um lar confort\u00e1vel para viver, enquanto ali viviam mais de 40 fam\u00edlias em condi\u00e7\u00f5es de grande vulnerabilidade, sem cama para descansar e direitos b\u00e1sicos, como luz e \u00e1gua. Ainda assim, sempre me recordo de crian\u00e7as rindo e brincando, os moradores sentados juntos durante a tarde. Lembro das risadas. Me questionava o porqu\u00ea daquela desigualdade em um territ\u00f3rio que j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o precarizado.<\/p>\n<p>A Mar\u00e9 vem sofrendo com diversas transforma\u00e7\u00f5es em seu territ\u00f3rio. Segundo o Censo Populacional da Mar\u00e9, em 2013 a Mar\u00e9 j\u00e1 contava com 129770 moradores, o que a tornava, na \u00e9poca, o 9\u00b0 bairro mais populoso da cidade e abrigando 9% de toda a popula\u00e7\u00e3o que mora na cidade do Rio de Janeiro. Hoje, provavelmente, temos uma Mar\u00e9 ainda mais densa. S\u00e3o muitos com\u00e9rcios, projetos e espa\u00e7os de lazer espalhados por toda a comunidade. Cada dia crescendo mais, \u00e0s vezes colhendo melhorias, outras, encarando uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais precarizada.<\/p>\n<p>Durante a gest\u00e3o do Prefeito Marcelo Crivella (2016-2020), a prefeitura veio com a proposta de fazer um parque na \u00e1rea da McLaren e com a consequente remo\u00e7\u00e3o de seus moradores. O Mar\u00e9 Que Queremos, projeto promovido pela Redes da Mar\u00e9, j\u00e1 possu\u00eda um levantamento da regi\u00e3o que foi usado para se aproximar das fam\u00edlias na tentativa de impedir a remo\u00e7\u00e3o, entendendo todo o v\u00ednculo dos moradores com as suas casas e suas din\u00e2micas. &#8220;A gente sabe como \u00e9 esse processo de aluguel social, levar para outras \u00e1reas bem mais longe que inclusive era essa proposta da prefeitura. S\u00f3 que enfim, n\u00e3o teve jeito. A gente se aproximou, tentou fazer essa conex\u00e3o, esse acesso daqueles moradores com a defensoria p\u00fablica, n\u00facleo de terra, como poderiam fazer com que eles conseguissem ficar ali, mas n\u00e3o funcionou [&#8230;] Tiraram e o parque da Mar\u00e9 n\u00e3o foi feito\u201d, me contou Henrique Gomes, cria da Mar\u00e9 e coordenador do projeto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-251\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00-300x225.jpeg 300w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00-768x576.jpeg 768w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00-16x12.jpeg 16w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-12-08-at-12.21.00.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A Mclaren presenciou o desenvolvimento da Mar\u00e9 mas n\u00e3o fez parte das melhorias. De acordo com o Censo Mar\u00e9 e a disserta\u00e7\u00e3o de Roberta Lemos, \u201cA Mar\u00e9 e seus complexos: Desvelando o micro territ\u00f3rio da Favela McLaren com destaque para as condi\u00e7\u00f5es de vida e sa\u00fade de seus moradores\u201d, de 2016, a gente v\u00ea claramente a segrega\u00e7\u00e3o que existe entre a comunidade Mclaren entre o territ\u00f3rio da Mar\u00e9 como um todo. Apesar de ter suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e din\u00e2micas, a McLaren nunca foi inclusiva como umas das 16 favelas da Mar\u00e9, o que refor\u00e7ava ainda mais essa invisibiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vivemos em uma estrutura social onde a favela \u00e9 oprimida e inferiorizada, entretanto existem espa\u00e7os ainda mais inferiorizados dentro dela. S\u00e3o locais mais precarizados e que sofrem o impacto das opress\u00f5es duas vezes. Alguns moradores classificam a Mclaren como &#8220;O Fim do Mundo&#8221;, um local sujo e que tinham medo de passar pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Essa falta de cuidado coloca vidas em risco e submete pessoas a condi\u00e7\u00f5es cru\u00e9is. Quase sempre essas pessoas s\u00e3o negras, faveladas e sem escolaridade. Segundo o Censo Mar\u00e9, 52,9% dos mareenses se autodeclaram como pardo, 36,6% como branco e 9,2% como preto. Na entrevista que Roberta Lemos fez com 30 moradores da McLaren, 30% dos moradores se autodeclaram como pardo, 3,33% como brancos e 53,33% como pretos. Cabe ainda dizer que um morador se autodeclarou como \u201cescura\u201d e 3 outros como \u201cmorena\u201d.<br \/>\nQuando a gente fala de escolaridade na Mar\u00e9, os dados do Censo da Mar\u00e9 mostram que apenas 37,6% completaram o ensino fundamental dentro do Complexo da Mar\u00e9 e 18,96%, o ensino m\u00e9dio. Para os entrevistados da McLaren, apenas 4 moradores conclu\u00edram o ensino fundamental (13%) e 2 moradores, o ensino m\u00e9dio (7%).<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 saneamento b\u00e1sico, a realidade da McLaren era ainda mais discrepante. O Censo Mar\u00e9 traz o dado de que 98,3% dos domic\u00edlios da Mar\u00e9 possuem acesso \u00e0 \u00e1gua canalizada, 71,5% tem o lixo coletado diretamente na porta e 26,4% deposita em um local onde o lixo \u00e9 recolhido pela COMLURB. Na entrevista com os moradores da McLaren, apenas 30% possu\u00edam \u00e1gua encanada dentro de casa, 86,7% jogava o lixo nas ca\u00e7ambas de lixo e 13,3%, diretamente no val\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros expressam e confirmam uma realidade que \u00e9 cruel: mesmo dentro de uma favela em que todos j\u00e1 sofrem diariamente com a falta de saneamento e seus impactos na sa\u00fade, quanto mais pobre e preta for uma regi\u00e3o, mais ela \u00e9 sujeita aos problemas ambientais. Essa \u00e9 uma realidade proposital e se configura como uma pr\u00e1tica de Racismo Ambiental. Num contexto de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e de uma vulnerabilidade cada vez mais do territ\u00f3rios marginalizados, as regi\u00f5es que sofrer\u00e3o com os maiores impactos tamb\u00e9m s\u00e3o as regi\u00f5es com menor capacidade de aguent\u00e1-los.<\/p>\n<p>Essa realidade tamb\u00e9m me faz lembrar da comunidade em que vivo: a Nova Mar\u00e9, que tamb\u00e9m tem seu territ\u00f3rio e seus moradores inferiorizados. N\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o que a Mclaren, mas ainda assim visto e tratado como o territ\u00f3rio &#8220;pior&#8221; ou &#8220;diferente&#8221; da Mar\u00e9. Sempre vejo minha comunidade sendo motivo de piada nas rodas de conversas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-252\" src=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.54.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.54.jpeg 600w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.54-240x300.jpeg 240w, https:\/\/memoriaambiental.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-18-at-17.40.54-10x12.jpeg 10w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que a hist\u00f3ria da McLaren n\u00e3o \u00e9 diferente da hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o do Complexo da Mar\u00e9. Em diversos momentos, a Mar\u00e9 foi amea\u00e7ada de remo\u00e7\u00e3o e os moradores tiveram seu v\u00ednculo com o territ\u00f3rio desrespeitado, sem levar em conta o dia a dia de cada um e em como as vidas s\u00e3o impactadas com a realoca\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es possivelmente distantes e fora de seus costumes.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o do regi\u00e3o da Mar\u00e9 come\u00e7ou a partir do Morro do Timbau, \u00fanica eleva\u00e7\u00e3o entre as 16 comunidades. Muitas pessoas chegavam naquele lugar vindos do nordeste ou removidos de outras favelas do Rio de Janeiro, principalmente da Zona Sul da cidade. Naquela \u00e9poca era tudo manguezal e as casas, para se adaptarem a essa regi\u00e3o, foram constru\u00edda sobre palafitas, sofrendo com as inunda\u00e7\u00f5es pelas varia\u00e7\u00f5es das mar\u00e9s e poss\u00edvel contamina\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que a comunidade crescia e n\u00e3o existia saneamento. O cen\u00e1rio e a hist\u00f3rico n\u00e3o se difere do que, por 25 anos, a McLaren foi.<\/p>\n<p>Todas essas hist\u00f3rias da Mar\u00e9 fazem parte da constru\u00e7\u00e3o de cada morador, de como a gente se entende no mundo. Sou cria da favela, mas meu processo de reconhecimento como moradora e favelada s\u00f3 se deu em 2017 no Preparat\u00f3rio do Ceasm, onde tive contato com professores que contavam e mostravam a hist\u00f3ria da minha favela. Comecei a me identificar com essa hist\u00f3ria e a me orgulhar desse lugar. Com isso, surgiu o interesse de estar presente em projetos e causas em prol da minha comunidade, em fazer algo pelos meus.<\/p>\n<p>O Museu da Mar\u00e9 foi a institui\u00e7\u00e3o que proporcionou minha primeira experi\u00eancia atuando em um projeto dentro da favela. L\u00e1 estud\u00e1vamos a hist\u00f3ria da Mar\u00e9, faz\u00edamos pesquisas e a\u00e7\u00f5es para os mareenses. A partir disso, criei uma rela\u00e7\u00e3o ainda mais aprofundada com a comunidade: uma rela\u00e7\u00e3o de afeto com a minha hist\u00f3ria e com as realidades vividas aqui. Toda essa rela\u00e7\u00e3o foi muito importante para eu chegar aqui, agora, tendo como interesse aprofundar e compartilhar olhar sobre a McLaren.<\/p>\n<p>Compreender nossas mem\u00f3rias a partir do territ\u00f3rio em que vivemos \u00e9 conhecer e entender nossas identidades e hist\u00f3rias. \u00c9 atrav\u00e9s de um novo olhar explorar, mostrar e debater espa\u00e7os que s\u00e3o frequentemente marginalizados pela m\u00eddia e apresentados como cen\u00e1rios de viol\u00eancia. \u00c9 importante evidenciar que possu\u00edmos culturas, localidades de lazer, mem\u00f3rias e hist\u00f3rias de um povo que merecem aten\u00e7\u00e3o e respeito. A favela deve ser vista como um territ\u00f3rio de poder.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mclaren fazia parte do Complexo da Mar\u00e9, n\u00e3o como uma das 16 favelas do Complexo, mas como uma regi\u00e3o entre a Vila do Pinheiro, Morro do Timbau e embaixo da ponte da via expressa Linha Amarela, umas das principais vias de acesso da cidade do Rio de Janeiro.<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":252,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"paises":[13],"ano_de_postagem":[11],"ano_do_acontecimento":[12],"class_list":["post-247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-memoria","paises-chile","ano_de_postagem-11","ano_do_acontecimento-12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=247"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":324,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247\/revisions\/324"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=247"},{"taxonomy":"paises","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/paises?post=247"},{"taxonomy":"ano_de_postagem","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/ano_de_postagem?post=247"},{"taxonomy":"ano_do_acontecimento","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/ano_do_acontecimento?post=247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}