


{"id":196,"date":"2021-12-21T11:49:07","date_gmt":"2021-12-21T14:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaambiental.org\/?p=196"},"modified":"2021-12-21T15:50:38","modified_gmt":"2021-12-21T18:50:38","slug":"nosara-o-rio-que-voltou-memoria-ambiental-de-hojancha-costa-rica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/nosara-o-rio-que-voltou-memoria-ambiental-de-hojancha-costa-rica\/","title":{"rendered":"Nosara, o rio que voltou: mem\u00f3ria ambiental de Hojancha, Costa Rica"},"content":{"rendered":"<p>Hojancha \u00e9 um munic\u00edpio localizado na pen\u00ednsula de Nicoya, o d\u00e9cima primeiro e menor dos que comp\u00f5em a prov\u00edncia de Guanacaste. Hojancha foi fundada em 1971 e em 1972 que teve ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica. No entanto, j\u00e1 existiam presen\u00e7a humana desde os tempos pr\u00e9-colombianos como tamb\u00e9m residentes que se instalaram depois de uma intensa migra\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1930, aumentando assim a demanda por recursos naturais da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Segundo o Centro Agron\u00f4mico Tropical de Pesquisa e Educa\u00e7\u00e3o (CATIE), as atividades econ\u00f4micas desenvolvidas no munic\u00edpio est\u00e3o relacionadas, em geral, ao setor prim\u00e1rio, principalmente o agropecu\u00e1rio (pecu\u00e1ria, caf\u00e9, gr\u00e3os b\u00e1sicos e vegetais) e silvicultura (planta\u00e7\u00f5es de teca e melina, viveiros, serrarias, comercializa\u00e7\u00e3o de sementes e apicultura).<\/p>\n<p>Nos meados da d\u00e9cada de 1970, devido \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o dessas atividades produtivas mencionadas, Hojancha come\u00e7ou a enfrentar problemas ambientais relacionados \u00e0 queda nos pre\u00e7os da carne, \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o de solos e aq\u00fc\u00edferos, causando dificuldades no suprimento de \u00e1gua. No in\u00edcio dos anos 90 a vaz\u00e3o do rio Nosara, que pertence \u00e0 maior bacia de Hojancha, havia diminu\u00eddo consideravelmente o que resultou em uma emigra\u00e7\u00e3o intensa, uma das taxas mais altas da Am\u00e9rica Latina, devido ao desemprego e empobrecimento dos habitantes de Hojancha.<\/p>\n<p>A partir dessa crise a comunidade, juntamente com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e organiza\u00e7\u00f5es internacionais, desenvolveu estrat\u00e9gias para restaurar os ecossistemas atrav\u00e9s do reflorestamento e conserva\u00e7\u00e3o da bacia do rio Nosara. Em 1992 foi criada a Reserva Natural de Monte Alto, consolidada a partir da participa\u00e7\u00e3o dos moradores, que compraram terras e destinaram \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da cobertura florestal, e outras medidas com estrat\u00e9gias alternativas para o uso dos recursos naturais.<\/p>\n<p>A proposta de desenvolvimento rural integrado, o modelo de fazendas diversificadas e o conceito de \u00e1rvores de uso m\u00faltiplo (cercas vivas, \u00e1rvores com culturas perenes, pastagens, planta\u00e7\u00f5es, \u00e1reas de reflorestamento e prote\u00e7\u00e3o) apoiaram a recupera\u00e7\u00e3o de maneira complementar e integral a conserva\u00e7\u00e3o dos principais bens e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos de Hojancha (Centro Agron\u00f4mico Tropical de Pesquisa e Educa\u00e7\u00e3o (CATIE), 2012).<\/p>\n<p>Hoje Hojancha \u00e9 um exemplo bem-sucedido de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e governan\u00e7a ambiental que se reflete no processo de restaura\u00e7\u00e3o da bacia do rio Nosara e na conserva\u00e7\u00e3o das suas florestas, valorizadas pelos diferentes servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que elas fornecem: \u201c\u2026 beleza c\u00eanica, por seu valor para a produ\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, por seu valor espiritual, recreativo e por seu valor comercial \u201d(Centro Agron\u00f4mico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE), 2012).<\/p>\n<p>Essa s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es realizadas pela comunidade fez com que Hojancha tenha se tornado o terceiro munic\u00edpio mais igualit\u00e1rio e desenvolvido dos 11 que comp\u00f5em a prov\u00edncia de Guanacaste. No entanto, como dizem seus habitantes, os esfor\u00e7os n\u00e3o terminam e os processos de organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o tarefas que devem continuar inspirando modos de vida cada vez mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nosara, el r\u00edo que volvi\u00f3\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/399729638?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"660\" height=\"371\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hojancha \u00e9 um munic\u00edpio localizado na pen\u00ednsula de Nicoya, o d\u00e9cima primeiro e menor dos que comp\u00f5em a prov\u00edncia de Guanacaste. Hojancha foi fundada em 1971 e em 1972 que teve ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica. No entanto, j\u00e1 existiam presen\u00e7a humana desde os tempos pr\u00e9-colombianos como tamb\u00e9m residentes que se instalaram depois de uma intensa migra\u00e7\u00e3o na &hellip; <a href=\"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/nosara-o-rio-que-voltou-memoria-ambiental-de-hojancha-costa-rica\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Nosara, o rio que voltou: mem\u00f3ria ambiental de Hojancha, Costa Rica<\/span><\/a><\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":317,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"paises":[],"ano_de_postagem":[],"ano_do_acontecimento":[],"class_list":["post-196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-memoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":306,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions\/306"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196"},{"taxonomy":"paises","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/paises?post=196"},{"taxonomy":"ano_de_postagem","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/ano_de_postagem?post=196"},{"taxonomy":"ano_do_acontecimento","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaambiental.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/ano_do_acontecimento?post=196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}